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Agnaldo Rayol

Fé, muito romantismo e excelência na afinação. Assim é o homenageado do Homenagem ao Artista desta semana, dia 09 de agosto.
Em mais de 50 anos de carreira, Agnaldo conquistou a admiração de fãs e artistas. “Eu considero o Rayol a maior voz do país. Ele é um grande tenor”, revelou Cauby Peixoto

Confira quem esteve no palco para homenagear Agnaldo Rayol:
Shirley Carvalho – A vida continua (Evaldo Gouveia e Jair Amorin)
Cesar Camargo & Isabella di Leli – Tormento d’amore (Luiz Schiavon / Marcelo Barbosa / Antonio Scarpelini)
Caio Mesquita – A praia (Jovan Wetter – vrs.Bruno Silva)
Ramon – O princípio e o fim (Alain Barriere – vrs. Nazareno de Brito)
Alexandre Arez – Acorrentados (Carlos Arturo Briz – vrs. J. Miranda e Genival Melo)
Saulo e Pai & Filho – Mia Gioconda (Vicente Celestino)

Saiba um pouco mais sobre a história de Agnaldo Rayol:
(Por Mateus Colen)
Agnaldo Rayol nasceu em Niterói e logo manifestou o gosto pela música. Percebendo o potencial do neto, Dona Anésia inscreveu Agnaldo em um concurso de calouros quando ele tinha apenas oito anos.
Após algumas apresentações no concurso do rádio, Agnaldo conquista o grande prêmio e ganha o carinho das pessoas. Era o início de uma promissora carreira artística!
Com a vitória do concurso, Agnaldo ganhou destaque e diversos convites para cantar em shows. A primeira apresentação em público foi aos dez anos de idade e os cachês que recebia ajudavam nas contas da família.
Aos doze anos, Agnaldo Rayol participa de um filme e demonstra toda a versatilidade de seu talento.
Logo depois de gravar o primeiro longa metragem, Agnaldo se muda com a família para a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Na terra potiguar ele participou do “Trio Puracy” ao lado de “José Percy” e “Geraldo José da Silva”. O trio se apresentou em diversas rádios da região, chegando até a gravar um álbum.
Em Natal, Agnaldo trabalhou como cantor e ator de rádio. Nessa época, passou uma temporada no Rio de Janeiro para gravar seu segundo filme.
A mais bela voz do Brasil retorna ao Rio de Janeiro em 1956, após uma excursão artística pelo nordeste.
Depois de algum tempo procurando por espaço, Agnaldo assina com rádio, tv e gravadora, além de conseguir um contrato para fazer cinema. Agnaldo Rayol tinha todo o espaço necessário para mostrar seu rico talento e conquistar cada vez mais fãs.
Em 1958 é lançado o primeiro álbum. O estilo único do tenor deu uma cara nova para as músicas que interpretava.

A versão de Agnaldo Rayol para a canção “Ave Maria” é emocionante, e tornou o cantor figura requisitada em casamentos.
Se a década de 50 foi repleta de mudanças na vida de Agnaldo, os anos 60 trouxeram a consagração. Na televisão, o tenor comandou programas de sucesso. Ao lado de Renato Corte real, Agnaldo exercitou sua veia humorística.
No auge da década, lançou discos, participou de novelas como ator e foi uma das atrações do programa de estréia da Jovem Guarda. E, pra fechar a década com chave de ouro, Agnaldo se torna o protagonista de um filme.
Fiel ao repertório romântico, Agnaldo emplacou diversos sucessos durante a carreira. “Acorrentados”, “Tormento di Amore”, “Mia Gioconda” são apenas alguns exemplos.
Além das músicas românticas, Agnaldo tem forte ligação com a religião. Ele marcou presença no Show da Paz. O evento foi liderado pelo padre Marcelo, reuniu diversas estrelas da música e lotou as arquibancadas do estádio do Morumbi.
Agnaldo Rayol é um artista versátil. Em seus 50 anos de carreira já participou de novelas, filmes, seriados e programas de comédia na tv. Como cantor, esteve presente em diversos países e ganhou festivais internacionais de música.
Para nossa alegria, Agnaldo Rayol demonstrou talento desde os primeiros anos de vida, e irá nos contemplar com a beleza de sua arte por muitos e muitos anos.
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