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Wanderléa
A eterna ternurinha do Brasil é a convidada para o programa Homenagem ao Artista dessa semana, dia 25 de novembro.

Além das atitudes de força e coragem, que marcam a personalidade da cantora, Wanderléia também inspirou, na década de 60, muitos jovens que hoje são ícones da música: “Ela foi musa inspiradora do Rock in Roll no Brasil”, disse Nando Reis.
Com tanto carisma, Wandeléa conquistou muitos amigos em sua trajetória. Alguns deles como Erasmo Carlos, Chico César, Ney Matogrosso, Goldem Boy’s, VIP’s, The Orginal’s, Carlos Manga, Jerry Adriane, entre outros, deixaram depoimentos de carinho durante o programa.

Confira quem esteve no palco para homenagear Wanderléa:
Tarissa – Meu bem Lolipop (M. Levy / J. Roberts / G. Gonçalves)
Geisilaine – Pare o casamento (Luis Keller)
César Camargo – Eu já nem sei (Roberto Correa / Silvio Som)
Hevelyn Costa – Foi assim (Roberto Correa / Renato Correa)
Felipe Haniel – Krioula (Hélio Mateus)
André Marthins – Prova de fogo (Erasmo Carlos)
Ricky Vallen – Te amo (Roberto Correa / Silvio Som)
A ternurinha se rendeu à emoção pra valer quando assistiu o depoimento dos amigos e das filhas. Desta vez, nem mesmo o apresentador Raul Gil resistiu, ele também chorou emocionado.

Conheça um pouco mais da história de Wanderléa:
(por Matheus Colen)
Wanderléa subiu ao palco pela primeira vez aos quatro anos de idade. Amparada por um banquinho, alcançou o microfone e soltou a voz. “Caminhemos”, de Herivelto Martins, foi a canção interpretada por ela na festa beneficente da cidade em que morava.
Mineira, nascida em Governador Valadares, mudou para Lavras ainda pequena e depois para o Rio de Janeiro. Dali saiu para conquistar o Brasil com toda a sua ternura.
Dona de um talento único, Wanderléa teve a primeira oportunidade de gravar um disco aos nove anos de idade, quando ganhou uma competição na TV. Nessa época foi realizado um concurso no rádio para escolher um nome para a estrela que ali nascia. O velho Salim, pai de Wanderléa, não gostou nem um pouco desta história de mudar o nome, e proibiu a filha de cantar.
A música corre nas veias de Wandéka, e com a ajuda do irmão Bill ela saia escondida do pai para cantar nos clubes. Com o tempo Wanderléa amolece o coração do velho Salim, que aceita a carreira escolhida pela filha.
Ela segue seu destino e após uma apresentação na Rádio Nacional, recebe um convite para ser vocalista de uma orquestra de jazz.
Um ano se passa e Wanderléa grava o primeiro LP, com o acompanhamento da banda de Astor Silva.
No rádio, ao lado de Roberto Carlos ela comanda o programa “Encontro com os brotinhos” e ganha seguidas vezes o concurso “Os favoritos da nova geração” apresentado por José Messias.

Em 1964 Wanderléa lança o segundo álbum, desta vez com o acompanhamento de Renato e seus Blue Caps.
No ano seguinte ela grava às pressas o terceiro disco. O motivo da correria? Um grande programa estava para estrear na televisão. Ao lado de Tremendão e do Rei Roberto, Wanderléa comanda as tardes de domingo na “Jovem Guarda”
Foi nesse programa que ela ganhou de Roberto Carlos o apelido de Ternurinha. Tudo por causa da música “Ternura” gravada por Wanderléa anos antes.
Além da importância musical, a jovem guarda também ditou moda. Wanderléa surgiu como um novo exemplo para as mulheres do Brasil.
Abusando das pernas e umbigos de fora, ela influenciou o comportamento de muita gente. Tudo era criado junto com o irmão Bill no “apartamento-ateliê” em que moravam. Os figurinos usados pela Ternurinha no domingo, viravam moda na segunda-feira.
A Jovem Guarda durou apenas três anos, mas esse tempo foi suficiente para causar uma grande revolução. O impacto da Jovem Guarda foi tão grande, que no ano em que o programa acabou, Wanderléa já participava de seu segundo filme, tinha um programa de rádio e emplacou o sucesso “Foi assim” em primeiro lugar nas paradas.
Ainda na televisão, ela comandou com Erasmo Carlos o programa “Ternurinha e Tremendão”.
Mesmo com o fim da jovem guarda, Wanderléa ainda continuou sendo sucesso. Algumas de suas canções viraram temas de filmes e novelas, e outras tiveram grandes parceiros. Ela ganhou diversos prêmios e virou até boneca de brinquedo.
O talento para a arte é inegável, e ela também marcou presença no teatro com duas peças que rodaram o Brasil todo. Wanderléa nunca saiu de atividade. Mesmo tendo ficado sem lançar discos por quase uma década ela sempre teve a agenda repleta de shows.
Após receber uma homenagem da instituição “O Pequeno Cotolengo” em 2002, ela e seu marido “Lalo Califórnia”, prometeram ajudar ainda mais a ONG . Foi lançado então o disco “O amor sobreviverá”. O trabalho reúne grandes sucessos e duas canções inéditas em homenagem ao filho Leonardo, falecido em 84.
Inicialmente vendido apenas no site da instituição, o CD se esgotou rapidamente e a segunda tiragem teve abrangência nacional. |